Gabinete Digital – Rio Grande do Sul

Visitei o Gabinete Digital (http://gabinetedigital.rs.gov.br), uma das mais importantes experiências de participação popular no Governo. Conversei com o Luiz Damasceno sobre alguns experimentos realizados  na Baixada Fluminense pelo projeto Rebaixada...

Portal Cultura

Em março de 2007, a Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa) lançou uma das primeiras iniciativas de convergência no campo público. O ‘Portal Cultura’ reunia em um mesmo espaço conteúdos da TV Cultura do Pará e da Rádio Cultura. Além dos materiais das emissoras, havia uma equipe dedicada à produção exclusiva para a internet, ao vivo e sob demanda. O site possuía muitas seções e itens de menu. A última reformulação de back-end e front-end simplificou a interface e migrou a plataforma para o software livre Drupal. O trabalho de migração foi realizado pela equipe da PRODEPA, empresa de processamento de dados do estado....

TVN no Chile

A TVN é a principal televisão do Chile, mesmo sendo pública. Um de seus principais projetos de convergência é o ‘Reportwiteros’, uma rede de participação cidadã de 55 mil pessoas (dados de 2011) que contribui para os noticiários da TV com materiais. Além disto, as coberturas ao vivo contavam com possibilidade de participação e de comentários através de um chat no site da emissora. Em fevereiro de 2010, o Chile sofreu um terremoto de grandes proporções. Após o fenômeno natural, o Reportwitteros teve 189% mais participação, alcançando um total de 16 milhões de pessoas e 51 milhões de citações. Em agosto do mesmo ano, o resgate dos sobreviventes do desabamento da mina San José mobilizou uma média de 15 mil usuários simultâneos. A TVN possui ainda um programa “dual”, o Calle7. A atração voltada para o público jovem conta com duas transmissões paralelas no mesmo palco: uma para a TV e outra para a Web. A transmissão para a internet tem uma apresentadora própria. O roteiro possui pontos de interseção, mas na maioria do tempo não. Cerca de 4 mil pessoas ficam conectadas no momento do programa (dados de 2011). Telespectadores de Venezuela, Honduras e Guatemala também assistem ao Calle 7. O programa já contava com forte participação pelo Facebook, rede social que ainda engatinhava no...

IPTV Cultura

Entre os anos de 2009 e 2010, a Fundação Padre Anchieta (FPA) manteve um projeto inovador, com um canal de produção própria para a internet e interação com os programas da TV Cultura de São Paulo. A IPTV Cultura foi lançada na abertura da Campus Party de 2009, maior evento de tecnologia da América Latina. O canal transmitia as gravações do programa Roda Viva, o principal da emissora aberta, ao vivo pela internet antes do programa ir ao ar. A iniciativa foi abandonada após mudanças na diretoria da empresa...

EBC na Rede

A partir de janeiro de 2012, a Empresa Brasil de Comunicação inicia sua presença nas mídias sociais. Com começo tardio, não havia mais o nome “EBC” disponível para registro nos principais serviços. A princípio, a equipe da recém criada Superintendência de Comunicação Multimídia pensou no nome “NossaEBC”, porém o mesmo tinha pouco significado. A saída encontrada teve inspiração nas ações da campanha presidencial de 2010, quando a então candidata Dilma Rousseff se apresentava na internet como “#DilmanaRede”. A partir dessa definição, a empresa pública de comunicação passou a implementar as seguintes ações: Debates pela internet usando a ferramenta Hangout Coberturas de eventos pelas redes sociais Ações interativas em programas da TV Brasil, Rádio MEC AM, Rádio MEC FM, Rádio Nacional do Rio e Rádio Nacional de Brasília Paralelamente, era desenvolvido pela empresa Santafé Ideias o portal da EBC, substituindo o site institucional que ocupava o endereço “ebc.com.br”. A convergência de mídias passa a ganhar mais força dentro da EBC com a indicação do então superintendente de Comunicação Multimídia, Nelson Breve Dias, para a presidência da empresa. O portal da EBC é lançado oficialmente no dia 29 de outubro de 2012, mas já estava no ar em versão “beta” desde o dia 16 de julho do mesmo ano. O Portal da EBC tinha a ideia inicial de reunir todo o conteúdo produzido pelos veículos da empresa: TV Brasil TV Brasil Internacional Agência Brasil Radioagência Nacional Rádio MEC AM Rádio MEC FM Rádio Nacional do Rio de Janeiro Rádio Nacional AM de Brasília Rádio Nacional FM de Brasília Rádio Nacional da Amazônia Rádio Nacional do Alto Solimões Contudo, a partir do concurso...

Operador de Rede da EBC (TV Brasil)

Em 2009, a EBC abriu consulta pública sobre o Operador de Rede, um projeto que pretendia levar programações de TVs do campo público para cidades com mais de 200 mil habitantes. Haveria inicialmente uma central nacional que empacotaria dois canais de 6 MHz com seis programações cada (Figura 4), incluindo TV Brasil, TV Câmara, TV Senado, TV Justiça, TV Escola, TV MinC e Canal Saúde. As centrais locais receberiam este sinal e usariam mais um canal para a transmissão do conteúdo local: TV Comunitária, TV Legislativo Estadual, TV Legislativo Municipal, TV Universitária e TV Pública Local. A proposta, porém, tinha muitas lacunas. A principal dela era o financiamento do sistema. Por se tratar de muitas emissoras de matizes diferentes, o custeio do Operador de Rede era complexo e inédito no Brasil. O projeto era que a implantação ocorresse via PPP (Parceria Público-Privada), permitindo que a empresa escolhida utilize a infraestrutura instalada para prestar serviços a outros clientes. Outro ponto polêmico foi a qualidade de imagem, já que seis programações dividiriam uma frequência de 6 MHz. As TVs públicas locais, que já possuem outorga para um canal próprio, dependiam do financiamento federal para a migração digital, contudo o dinheiro não saía, pois o objetivo do governo era que as TVs estaduais ocupassem espaço no Operador de Rede, dividindo a frequência com outras emissoras locais. Apenas a TV Cultura de São Paulo e a TV Ceará, que receberam ajuda dos governos estaduais, inauguraram seus sinais digitais. A ABEPEC, associação das emissoras públicas, criticou o projeto. Após passar por várias versões, a atual proposta coloca a EBC como a empresa para administrar...

TVs públicas: trabalho final de pós-graduação analisa emissoras de todo o mundo

TV PÚBLICA E CONVERGÊNCIA: OPERADOR DE REDE, SOCIALCAST E TRANSMÍDIA Autor: Arthur William Orientador: José Raimundo Cristóvam Apresentado em fevereiro de 2013 para o MBA de TV Digital, Radiodifusão e Novas Mídias de Comunicação Eletrônica (UFF – Universidade Federal Fluminense) ————————————- Nos últimos anos, foram muitas as transformações sofridas pelas rádios e TVs do chamado campo público (Públicas, Estatais, Culturais, Comunitárias e Universitárias). Este trabalho analisa esse processo dentro de um cenário de convergência tecnológica e suas perspectivas para o futuro. De que forma essas emissoras se articulam com Internet, TV digital, rádio digital e mídias sociais. A EBC (Empresa Brasil de Comunicação), criada há 5 anos, se coloca como cabeça de uma rede pública de TV, rádio e Web. Em 2012, a empresa retomou o projeto do Operador de Rede Digital, iniciativa que promete levar a programação dos canais públicos para todo o país. Foi criada ainda uma Superintendência de Suporte para cuidar do tema, chefiada pelo ex-assessor da Casa Civil, André Barbosa, ator responsável pela implementação do padrão nipo-brasileiro de TV Digital em nosso país, que ajudou a levar o ISDB para América Latina e África. Também nesse ano, a EBC inaugurou um portal na internet. O objetivo é reunir o conteúdo produzido por seus canais (TV Brasil, TV Brasil Internacional, Agência Brasil, Radioagência Nacional, Rádios MEC e Rádios Nacional), além de veicular material próprio. Paralelamente, o governo brasileiro estuda a criação de um novo marco regulatório para as Comunicações, já que a atual legislação é antiga. Com a crise do modelo de sustentabilidade das emissoras privadas (baseada na publicidade comercial), o sistema público de comunicação ganha...

Legislação da Comunicação Pública

No Brasil, a Constituição de 1988 divide os meios de comunicação em Estatais, Públicos e Privados, contudo, como não há regulamentação para este artigo, valem as leis específicas. O 1º Fórum Nacional de TVs públicas, realizado em 2007, definiu informalmente o chamado “campo público”, composto pelas seguintes emissoras: públicas, comunitárias, culturais, universitárias e educativas. O governo estuda a criação de uma Lei Geral, também conhecida como Marco Regulatório das Comunicações, que regulamentaria esta situação. Entretanto, o processo não foi seguido pelo governo da presidenta Dilma Rousseff. O Brasil possui uma série de leis que tratam da Comunicação e as TVs e Rádios Públicas trabalham de acordo com boa parte deles. O capítulo V da Constituição Federal de 1998 fala em seu artigo 223 em “complementaridade dos sistemas privado, público e estatal”. O país não define cada um deles, o que dificulta a distinção principalmente entre estatais e públicas. A Argentina e o Uruguai aprovaram recentemente leis que separam as comunicações entre público-estatais (canais geridos pelo poder público, independentemente das programações), privados com fins de lucro (o que no Brasil é conhecido como TV comercial) e privados sem fins de lucro (comunitárias, cooperativas e associativas). Outro ponto é que a complementaridade brasileira não é cumprida, ou seja, a maioria esmagadora das frequências são destinadas a rádios e TVs comerciais. A Lei 11.652 de 2008 cria a EBC, oriunda estatal Radiobrás, e dá um prazo de validade para a Acerp, que administrava a TVE do Rio de Janeiro e a Rádio MEC. As demais frequências de órgãos federais, como universidades, são transferidas para a nova empresa. Esta lei define a comunicação...

Conceitos de TV pública

Não há um conceito único de TV pública, nem ao menos um consensual. Contudo, esta pesquisa leva em conta a proposta de regulamentação do artigo 223 da Constituição Nacional redigida pelo Intervozes. Segundo o documento “Por um Sistema Público de Comunicação”, uma empresa pública da área deve possuir independência de gestão, financiamento e programação. A gestão deve ser realizada por um organismo independente da máquina estatal, como acontecia no Brasil com a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette-Pinto), entidade que encabeçou a rede pública de televisão até 2007. Tal autonomia garante que o canal não sofra interferências do Estado, como mudança de seus diretores. A EBC, apesar de ser estatal, tem seu presidente com um mandato de 4 anos, definido por lei. É uma forma de aproximação da independência administrativa mesmo dentro de uma empresa ligada ao poder executivo. O controle social é outro quesito exigido para a gestão. A BBC possui a principal experiência neste sentido, com um conselho composto por representantes da sociedade civil. Cabe ao conselho:   a) ser o guardião da licence fee e do interesse público; b) administrar os recursos da BBC e da licence fee; c) representar o interesse dos contribuintes; d) garantir a independência da BBC; e) assegurar altos padrões de abertura e transparência. O órgão deve também: a) definir diretrizes estratégicas com base na Carta Real e do acordo; b) aprovar a estratégia dos serviços providos pela BBC; c) avaliar o desempenho da diretoria executiva e dos serviços prestados; d) aprovar as diretrizes e política para o conteúdo; e) aprovar e renovar licenças dos serviços providos pela BBC. (VALENTE, 2009, p....

TV Brasil com novo site

A partir do dia 23, a TV Brasil (antiga TVE) estreia sua nova programação. Junto com os novos programas e as temporadas renovadas, vai entrar no ar o novo site da emissora....
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