Streaming: como transmitir ao vivo pela internet

Twitcasting, Hangout, Ustream, Twitcam, Livestream, Bambuser… são muitas as possibilidades de transmissão ao vivo pela internet. Cada solução de streaming é mais apropriada para uma ocasião específica. Vou explicar um pouco melhor cada uma delas. Twitcasting Melhor para: atividade de rua como protestos, eventos não planejados (pode transmitir do próprio celular). Indicações: transmitir ao vivo a negociação entre a representação patronal e uma comissão após passeata (ajuda a manter a mobilização e a viralizar a ação) ou protesto. Benefícios: leve (com qualquer 3G é possível trasmitir) e interativa (possui chat com comentário de Facebook e Twitter). Pontos negativos: baixa qualidade de vídeo e som ruim no celular (por conta do microfone ambiente e direcionado para quem segura o smartphone). Hangout Melhor para: eventos planejados (com internet banda larga fixa) e debates a distância (com participantes em cidades diferentes). Indicações: transmissão de assembleias, debate com convidados cada um em sua casa (ideal para sindicatos estaduais e nacionais) e oficinas práticas. Benefícios: alta definição de vídeo (HD), muda de câmera automaticamente para quem estiver falando, permite mudar de câmera manualmente, é possível compartilhar a tela (ideal para oficinas e tutoriais), já salva a transmissão no YouTube, quem chegar atrasado pode voltar a transmissão para o início e ajusta a qualidade automaticamente de acordo com a velocidade da internet. Pontos negativos: pesado (requer uma internet no mínimo boa), só transmite até 8 horas seguidas (para um evento de um dia inteiro é preciso abrir um novo hangout) e transmissão é fechada se internet cair (será preciso abrir novo hangout). Ustream Melhor para: transmitir durante vários dias. Indicações: Web TVs, Web Rádios e congressos de...

​Jornal, rádio, TV ou Internet: o que priorizar?

A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) divulgou este ano uma pesquisa que avalia o consumo de mídia pelos brasileiros. O objetivo é planejar melhor a destinação das verbas publicitárias do Governo Federal. São indicadores importantes para quem faz comunicação. Os dados mostram uma queda muito grande na leitura de impressos, principalmente de revistas. Os jornais, contudo, mostram um fôlego nos estados onde há circulação de edições populares e com linguagem mais objetiva como Metro, Destak, além de Meia Hora (Rio) e Agora São Paulo. Isso acontece porque, apesar da queda dos tradicionais O Globo, Estadão e Folha, o acesso das classes C, D e E à educação criou um novo público leitor. Tal informação mostra que o jornal ainda é um meio de comunicação importante principalmente para o contato com a periferia das grandes cidades. Por outro lado, a linguagem desses jornais é bem diferente da praticada por movimentos sociais. Os textos são curtos e objetivos com destaque para ilustrações e fotos. TV e rádio lideram. Internet vem atrás Apesar de toda presença da internet em nossas vidas, TV e rádio ainda (e digo ‘ainda’ porque mudará em breve) são os principais meios de acesso à informação da maioria dos brasileiros. De tal maneira que um movimento social não pode ignorar esses veículos e jogas todas suas fichas na internet (e vice-versa). Planejamento de mídia é fundamental Saber como seu público-alvo lida com as diversas mídias é essencial para fazer uma comunicação exitosa. Realizar uma pesquisa como a do Governo Federal com sua categoria é mais simples do que imagina. É possível contratar um instituto...

​Game como ferramenta de luta

​Jogos eletrônicos estão presentes na vida de todas as pessoas. Não é coisa só de nerd não! Quem aqui, cansado do trabalho, já não abriu a Paciência no computador, jogos no Facebook ou um game no celular?! Game é uma ferramenta lúdica para comunicação de temas áridos e que necessitam de apoio popular. Através dele, podemos demostrar uma situação com a qual todos se identificam causando solidariedade à causa do movimento social. Uma categoria dos bancários, por exemplo, pode criar um jogo para denunciar o trabalho repetitivo de uma operador de caixa. Já os professores podem desenvolver algo que mostre a dificuldade de educar com uma sala de aula lotada. Muitas ideias são possíveis. Para dar asas à imaginação, o sindicato deve procurar uma empresa especializada em games. Há muitas por aí, desde as mais complexas até as mais simples, inclusive algumas incubadas em universidades públicas e particulares. Exemplo prático: Rally da Kennedy Av Presidente Kennedy é a maior de Duque de Caxias e vive cheia de buracos. Prefeitura joga a culpa para o Governo do Estado que devolve para o prefeito. Poderíamos fazer uma grande reportagem com fotos, vídeos e texto para denunciar a situação, porém moradores de outras cidade não teriam interesse por esse tema que não os afeta. Transformar o protesto em game ajudou a dar visibilidade à mobilização e ganhar o apoio de mais pessoas. O simples fato de ser um jogo eletrônico já cativou milhares de pessoas, dando visibilidade ao assunto tratado (buracos) e pressionando as autoridades a resolverem o problema, que, como retrata do game, colocava em risco a população, já que os...

Gamificação dos protestos: repressão e desafios

Grande parte dos presentes às recentes manifestações são da geração Y, composta por nascidos pós 1980, considerados “nativos digitais”. Essa geração cresceu com os jogos eletrônicos, que lhes impunham desafios a serem superados. Há aí então uma percepção de que a estratégia do governo de aumento da repressão policial na verdade intensifica a mobilização social, isso porque trata-se de uma gamificação dos protestos. Quanto maior o desafio, mais instigados ficam os manifestantes, que bolam estratégias para vencer o grande adversário. Tal ponto de vista explica a elevação da mobilização após a repressão das forças policiais. A cada “fase”, os manifestantes encontram desafios mais difíceis e se aperfeiçoam para superá-los. O compartilhamento de estratégias de ativismo é uma das consequências desse fenômeno, já que, além de superar os desafios, percebe-se a intenção de “vencer juntos o jogo”, assim como nos sites que divulgam tácticas para games. A mídia também adota um postura gamificada na medida em que atua em primeira pessoa e com a mesma postura que um manifestante. A chamada mídia NINJA trabalha com o mesmo ponto de vista que os presentes no protesto. Além disso, na oposição manifestantes x policiais, os comunicadores populares ficam juntos dos primeiros, já que possuam mais proximidade ideológica com os mesmos. De outro lado, a imprensa comercial acompanha os fatos do alto de prédios e de helicópteros, sem conseguir mostrar os fatos com exatidão. Quando assumem uma ação no solo, acabam ficando do lado dos policiais, até mesmo por conta das frequentes agressões de jornalistas por parte de manifestantes. Espacialmente, a mídia livre e a mídia corporativa se opõem. A cobertura das mesmas...

UNESCO apoia globalmente aplicativo RadCom do Rebaixada

A principal característica de uma rádio comunitária é que ela se dirija a uma comunidade da qual faça parte, o que não significa necessariamente que seu público se restrinja ao “local”. Para o jornalista brasileiro Arthur William, é esse o sentido do aplicativo que criou, o RadCom, dedicado exclusivamente às rádios comunitárias. O aplicativo começou com um mapeamento inicial de 70 rádios e tem no momento um total de 152, originárias da América do Norte e América Latina, Europa, África e Oceania. Por ser colaborativo, a ferramenta permite que as rádios se cadastrem e passem a fazer parte dela. Com a ajuda do escritório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em Bangcoc, o aplicativo chegou esta ano à Ásia, onde a questão do idioma era uma barreira. A intenção, explica Arthur, é aproximar as rádios comunitárias e criar uma comunidade global. “Sempre senti cada rádio falando apenas para seu local. Não entendiam que a comunidade pode ser muito mais do que um território. Ela pode ser de interesses, algo que o surgimento das redes sociais já apontava”, diz. Disponível em português, inglês e espanhol e para os sistemas operacionais Android e iOS, além de ser instalável nos computadores pessoais, o aplicativo é fácil e prático de usar. É possível fazer buscas por país, cidade e também pelo nome de uma rádio específica. Na tela inicial, o aplicativo traz alguns destaques e sugestões para o usuário. Morador de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Arthur já sente mudanças na própria comunidade: “Se antes ela era vista como algo pequeno, pobre e de audiência limitada, agora...

Pesquisa de mestrado no inquérito da Polícia

Foi com grande surpresa que vi o nome do meu projeto de mestrado na lista de “grupos organizados” no inquérito da Operação Firewall 2, que mandou prender 21 pessoas na véspera da final do Mundial da FIFA. Desenvolvido na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), sob orientação da professora doutora Alita Sá Rego, o Rebaixada pesquisa a atuação da mídia alternativa nos megaeventos do Rio de Janeiro (Copa do Mundo, JMJ, Olimpíadas…). O mestrado é do programa “Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas” e tem sua sede no campus da UERJ na Baixada Fluminense. Como todos os projetos de minha orientadora, desenvolvi uma parte prática do trabalho: o portal Rebaixada. Sua construção se deu em oficinas realizadas com estudantes e moradores vizinhos da Universidade, processo todo documentado no site. O portal Rebaixada é um laboratório que experimenta tecnologias usadas pelos midiativistas durantes as recentes manifestações: mapas, wikis, games, agregadores, streaming, tradução, entre outras. Foi desenvolvido em software livre com código aberto. Sua principal funcionalidade é o Web Scraping, ou seja armazenar todas as informações produzidas pelas mídias alternativas para avaliação. Isso porque o Facebook é um “walled garden“, um sistema fechado cujo dono pode apagar qualquer conteúdo, dificultando a pesquisa acadêmica. Algumas experiências do Rebaixada ganharam destaque internacional de instituições como a UNESCO. Um pouco do que já saiu sobre o projeto Rebaixada em todo o mundo: UNESCO UNESCO Bangkok SET / ABERT EBC SRNL – Syndicat national des radios libres AMARC – World Association of Community Radio Broadcasters Universidad de Costa Rica INTERCOM Portal Aprendiz Jornal da UERJ em Questão LECC UFRJ Periodismo Ciudadano Prefeitura de Duque de...

Canal da Cidadania: TV Comunitária aberta e TV pública para a cidade

Canal da Cidadania é uma emissora de televisão que pode transmitir quatro programações por meio da TV Digital aberta. Com o Canal da Cidadania, cada cidade do Brasil ganha uma TV pública municipal, uma TV pública estadual e duas TVs comunitárias. Este projeto nasceu com o decreto que criou a TV Digital em 2006, mas só foi regulamentado em dezembro de 2012. Através da multiprogramação, o Canal da Cidadania é dividido em quatro faixas: TV pública municipal TV pública estadual TV Comunitária 1 TV Comunitária 2 Como pedir a concessão do Canal da Cidadania ao Ministério das Comunicações? Basta a Prefeitura enviar um pedido ao Ministério das Comunicações com a comprovação da criação do Conselho Local (que vai fiscalizar o Canal da Cidadania). A cidade terá 12 meses para iniciar a transmissão (prorrogáveis por mais 12). Quanto custa o Canal da Cidadania? Existem orçamentos entre 90 mil e 1,6 milhões de reais. Depende do tamanho do município, do relevo e da capacidade de produção de vídeos (ao vivo e gravados). Mas cada cidade é um caso diferente. Qual a programação do Canal da Cidadania? Produzir vídeos é o mais caro de tudo, por isso o ideal é que a TV da prefeitura use a TV Escola como base da grade de programação, inserindo ao longo do dia alguns programas locais. Esse modelo é usado pela maioria das TVs estaduais as quais atuam em rede com a TV Brasil. Como bancar o Canal da Cidadania? É possível veicular anúncios institucionais de empresas públicas e privadas sem citar preço. Por exemplo: uma propaganda da Petrobras que não esteja vendendo gasolina. Outra...

Astrovandalistas do México

A “Primavera Mexicana” contou com o trabalho do grupo http://astrovandalistas.cc . A artistas Leslie Garcia esteve no MediaLab da UFRJ para mostrar os diversos projetos do...
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